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30/10/2025
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‘Tocava o rosto e as nádegas’: professor é afastado por suspeita de assédio contra alunas em cidade


O investigado já havia sido afastado por 60 dias de uma das escolas em um processo administrativo interno

Um professor de Educação Física das redes estadual e municipal de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, foi afastado das funções por decisão judicial após uma investigação da Polícia Civil e um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ele é acusado de assédio e importunação sexual contra adolescentes de 14 e 15 anos, com ocorrências relatadas entre 2024 e agosto de 2025, além de episódios semelhantes em 2021.

A decisão, datada de 22 de outubro, atendeu a um requerimento da promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin, da 2ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna.

De acordo com as denúncias, o professor teria tocado o rosto, o cabelo, as costas, a cintura e as nádegas de alunas durante aulas e medições físicas. Ele também é acusado de fazer comentários sobre os corpos das estudantes, como “cinturinha de boneca” e “vocês estão muito bonitas”.

Em um dos casos, ao ver uma aluna enchendo uma bola, o professor teria feito um comentário de cunho sexual, deixando a estudante constrangida.

Há ainda relatos de abraços prolongados, tentativas de aproximação pelas redes sociais e intimidação após as denúncias. Segundo a decisão judicial, as vítimas relataram constrangimento, crises de ansiedade e passaram a evitar as aulas para não se expor a novas situações.

Com base nesses relatos, o MPSC determinou medidas cautelares, incluindo a proibição de entrada nas escolas onde lecionava, a proibição de contato com vítimas e testemunhas — inclusive por meio de redes sociais, aplicativos ou terceiros — e a obrigação de manter distância mínima de 300 metros.

O órgão destacou que o professor atuava em duas escolas do mesmo município, o que poderia facilitar a influência sobre vítimas e colegas, além de prejudicar a coleta de provas.

Antes disso, o investigado já havia sido afastado por 60 dias de uma das escolas em um processo administrativo interno, mas o MPSC considerou necessário ampliar a medida para a esfera criminal. O descumprimento das determinações pode resultar em prisão preventiva.
Fonte: MINISTÉRIO PÚBLICO SC
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