Registros ligados ao Alto Uruguai catarinense aparecem entre as multas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em decorrência dos bloqueios de rodovias realizados após o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
Levantamento com base na planilha anexada à decisão do ministro Alexandre de Moraes aponta que empresas com sede nos municípios de Presidente Castello Branco e Peritiba concentram, juntas, cerca de R$ 7 milhões em penalidades.
Os valores fazem parte de um conjunto maior de autuações que também incluem registros vinculados a Concórdia, elevando o impacto regional para mais de R$ 14 milhões.
Por que essas multas foram aplicadas
As penalidades têm origem nas interdições de rodovias federais e estaduais registradas em diversas regiões do país logo após o resultado eleitoral de 2022.
Na ocasião, manifestantes bloquearam estradas em protesto contra o resultado das urnas. O STF determinou a liberação imediata das vias, estabelecendo multa para casos de descumprimento.
Com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram identificados veículos utilizados nas interdições e seus respectivos responsáveis — incluindo empresas e pessoas físicas.
Como os valores chegaram a milhões
Os critérios definidos pelo STF explicam os valores elevados:
— R$ 100 mil por veículo identificado nos bloqueios
— R$ 100 mil por hora de interdição
A combinação desses fatores levou alguns casos a ultrapassarem a casa dos milhões.
Cobrança entrou em nova fase
Embora as multas tenham sido aplicadas ainda em 2022, o processo entrou agora na fase de execução.
Por meio de carta de ordem, o STF determinou que a cobrança seja realizada pela Justiça Federal nos estados de origem dos envolvidos, o que abre caminho para a efetiva recuperação dos valores.
Impacto regional
Os dados indicam que municípios do entorno de Concórdia, como Presidente Castello Branco e Peritiba, estão diretamente inseridos no alcance das decisões judiciais.
Somadas, as autuações dessas localidades chegam a cerca de R$ 7 milhões, reforçando o peso financeiro da operação na região.
Um processo bilionário
No cenário nacional, o volume de multas aplicadas pelo STF neste caso já ultrapassa R$ 1 bilhão, considerando empresas e pessoas físicas envolvidas em todo o país.
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