Depois de cerca de 15 meses sem qualquer avanço, o projeto da segunda barragem de contenção de cheias em Concórdia voltou à pauta — agora incluído no PL nº 24/2026, encaminhado pelo prefeito Edilson Massocco (PL) à Câmara de Vereadores.
A proposta trata da abertura de crédito suplementar e, entre as ações previstas na Secretaria Municipal de Planejamento, aparece novamente a obra da barragem, considerada parte do planejamento estrutural para a contenção das cheias no município.
O projeto da barragem não é novo.
Ele foi elaborado ainda no governo anterior, dentro de um conjunto de medidas voltadas à prevenção de alagamentos em Concórdia. À época, chegou a avançar até a fase de licitação, que acabou sendo cancelada após a equipe técnica da prefeitura apontar inconsistências na documentação apresentada pela empresa vencedora.
Desde então, o projeto da barragem ficou engavetado.
Em dezembro, o presidente da Câmara de Vereadores, Closmar Zagonel (MDB), chegou a anunciar nas redes sociais que o governo federal já havia liberado recursos para a construção da barragem. Mesmo assim, a proposta permaneceu parada por mais quatro meses, sem qualquer encaminhamento prático por parte do Executivo.
Agora, a obra reaparece dentro de um projeto de suplementação orçamentária encaminhado ao Legislativo, sem detalhamento específico sobre cronograma, prazos ou início efetivo da execução.
No último levantamento técnico, o custo estimado para a construção da barragem girava em torno de R$ 10 milhões.
A inclusão da obra no projeto levanta questionamentos sobre os motivos da paralisação prolongada de uma estrutura considerada estratégica para o enfrentamento das cheias, especialmente diante dos episódios recorrentes de alagamentos no município.
Com o projeto em tramitação e previsão de votação em sessão extraordinária, a expectativa passa a ser pela efetiva execução — algo que, até aqui, não saiu do papel.
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