O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), elevou o tom do debate político ao afirmar, em entrevista à Rádio Cidade em Dia, de Criciúma, que sua pré-candidatura ao governo do Estado seria um “sacrifício” em nome do partido. Com cerca de 90% de aprovação na gestão municipal, Rodrigues tenta se posicionar como alternativa a um projeto de reeleição já estruturado do governador Jorginho Mello (PL).
O desabafo vem ao mesmo tempo em que Ratinho Jr. anuncia a retirada da sua pré-candidatura à presidência da República. Bem colocado nas pesquisas em SC, o governador do Paraná fazia parte do projeto verticalizado do PSD e impulsionaria a candidatura de João Rodrigues. Sem ele, a estratégia fica ameaçada. O presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, deve anunciar entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado ou o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como o novo pré-candidato do PSD ao Planalto. Mas nenhum dos dois tem a simpatia do eleitor catarinense que Ratinho possuiu.
Críticas
Na mesma entrevista, João Rodrigues fez críticas duras ao prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, e ao secretário Paulinho Bornhausen, que se licenciaram do PSD. Ao chamá-los de “falsos” e “imprestáveis”, por não ajudarem o partido na formatação de um projeto alternativo a Jorginho Mello. Ambos seguem com apoio ao projeto de reeleição do PL.
Alternativa
Nos bastidores, cresce o nome de Raimundo Colombo como alternativa do PSD ao governo do estado, embora o ex-governador e ex-senador tenha dito, diversas vezes, que não pretende buscar uma nova eleição à Casa d’ Agronômica. Mas, como dizem: política é como nuvem, muda toda hora. A ver os próximos passos. |