O governo do prefeito Edilson Massocco (PL) ainda não conseguiu licitar o tanque para um caminhão-pipa adquirido para a distribuição de água potável à população de Concórdia. Passado mais de um ano da atual administração, o veículo segue sem cumprir sua finalidade, enquanto o serviço continua sendo realizado de forma improvisada.
Hoje, a distribuição de água é feita com o mesmo caminhão utilizado para desentupimento de bocas de lobo, lavagem de ruas e serviços de limpeza urbana. A sobreposição de funções completamente distintas levanta questionamentos técnicos, sanitários e de gestão que não podem ser ignorados.
O dilema que precisa ser explicado
Massocco não licita
A situação impõe um impasse lógico. Ou a Prefeitura está lavando as ruas com água tratada, própria para consumo humano, desperdiçando um recurso caro e essencial. Ou, no sentido inverso, está distribuindo água à população por meio de um caminhão empregado em serviços de limpeza pesada, o que exige protocolos rigorosos para evitar contaminação cruzada.
Em qualquer dos cenários, o problema é grave. Não há espaço para improviso quando o assunto envolve água potável e saúde pública.
Vigilância sanitária e segurança da população
Diante desse contexto, é inevitável chamar a atenção da Vigilância Sanitária de Concórdia. A alternância de uso do mesmo caminhão para serviços urbanos e distribuição de água impõe riscos que precisam ser acompanhados de perto.
Sem informações claras sobre a origem da água utilizada em cada atividade, procedimentos de higienização do sistema e laudos atualizados de potabilidade, a população corre o risco de receber água fora dos padrões sanitários, ainda que de forma não intencional. A segurança da água distribuída precisa ser comprovada, não presumida.
Um problema simples que segue sem solução
Além das dúvidas sanitárias e do possível desperdício de recursos, o caso revela uma falha elementar de gestão. Já passou mais de um ano da atual administração e a Prefeitura ainda não conseguiu resolver a compra de um tanque para um caminhão-pipa já existente.
Não se trata de obra complexa nem de equipamento inexistente no mercado. Tanques para caminhão-pipa são itens padronizados, amplamente utilizados por municípios em todo o país. Ainda assim, o governo Massocco mantém um caminhão especial sem uso adequado e obriga o município a operar um serviço essencial de forma improvisada.
A demora prolongada reforça a percepção de ineficiência administrativa, com um problema simples se arrastando enquanto a população convive com incertezas que não deveriam existir.
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