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02/02/2026
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Alinhamento político no Estado dificulta projeto de Massocco a deputado,pode ficar sem MDB E PP


O projeto eleitoral do prefeito de Concórdia, Edilson Massocco (PL), que avalia renunciar ao cargo para disputar uma vaga de deputado estadual em 2026, começa a enfrentar obstáculos relevantes a partir dos movimentos mais recentes da política estadual. Essas articulações não alteram a base do governo municipal, mas dificultam a sustentação política do seu projeto pessoal a deputado e podem deixá-lo sem o apoio de duas siglas estratégicas em Concórdia: o PP e o MDB.

No caso do PP, as dificuldades já se apresentam de forma clara no plano local. A maior parte do diretório do Partido Progressista em Concórdia tem se posicionado em apoio à pré-candidatura do deputado estadual Altair Silva (PP), o que reduz o espaço político de Massocco dentro da sigla e enfraquece a possibilidade de contar com o partido em sua construção eleitoral para 2026.

Esse cenário não interfere diretamente na governabilidade da Prefeitura, mas impacta o trabalho político de vereadores, lideranças e aliados que hoje integram a base do governo e que, no processo eleitoral, seriam fundamentais para dar sustentação regional à candidatura do prefeito a deputado estadual, especialmente no âmbito da Amauc.

Paralelamente, cresce o risco de Massocco também não contar com o apoio do MDB de Concórdia em seu projeto eleitoral. Nesse caso, o fator determinante vem do cenário estadual. A crise entre o governador Jorginho Mello e o MDB se aprofundou após o partido ter sido descartado da composição da chapa majoritária para 2026, mesmo depois de ter sido chamado para as conversas iniciais.

O desgaste político resultou na saída do deputado federal Carlos Chiodini da Secretaria de Estado da Agricultura e na divulgação de uma carta oficial do MDB orientando seus filiados a deixarem cargos no governo estadual. Além disso, Chiodini passou a se colocar como pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, sinalizando que o partido trabalha agora na construção de um projeto próprio, fora da aliança com o atual governador.

Esse reposicionamento tende a se refletir nos municípios. Em Concórdia, a avaliação predominante é de que, sem convergência no plano estadual, dificilmente MDB e PL estarão no mesmo palanque eleitoral. Na prática, isso significaria que Massocco não contaria com o apoio emedebista em sua disputa a deputado estadual, ainda que o partido siga atuando no cenário político local.

O efeito combinado das dificuldades com o PP e do risco de afastamento do MDB aponta para um encolhimento do arco de alianças que Massocco teria à disposição para sustentar sua candidatura. Trata-se de um fator sensível para um projeto que depende não apenas do voto local, mas de articulação regional, estrutura partidária e palanque compartilhado.

Cenário no MDB pode agravar ainda mais o quadro

No caso específico do MDB, a situação pode se tornar ainda mais complexa. Hoje, está colocada a pré-candidatura do presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, Closmar Zagonel, a deputado federal, movimento que, até o momento, não conflita diretamente com o projeto do prefeito, já que Zagonel integra a base de apoio do governo municipal.

No entanto, esse cenário pode mudar. Caso Carlos Chiodini não dispute a eleição majoritária e opte por concorrer novamente à Câmara Federal, o MDB poderá reavaliar suas candidaturas regionais. Nesse contexto, cresce a possibilidade de que Closmar Zagonel seja reposicionado como candidato a deputado estadual pelo MDB, representando a região da Amauc.

Se essa hipótese se confirmar, o impacto seria direto sobre o projeto de Massocco. Além de disputar o mesmo espaço político e eleitoral, o prefeito teria como adversário um aliado estratégico dentro do próprio município, o que tornaria ainda mais difícil a consolidação de sua candidatura a deputado estadual, especialmente considerando o peso político de Zagonel e do MDB em Concórdia e na região.

Os reflexos atingem diretamente a Amauc, onde PP e MDB exercem papel relevante na formação de chapas, na mobilização de lideranças e na transferência de votos. Assim, decisões tomadas nos diretórios estaduais acabam redesenhando o cenário político regional e impondo novos desafios ao projeto eleitoral do prefeito de Concórdia.

Fonte: Douglas FORTES,Página 4
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