A Câmara de Vereadores de Concórdia voltou a exigir providências imediatas do Estado para solucionar os graves problemas enfrentados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) no município. A estrutura deficitária e a ausência de médicos legistas continuam prejudicando o atendimento à população de Concórdia e de toda a região, que depende do serviço para procedimentos fundamentais, especialmente em casos de mortes que exigem perícia.
Segundo o presidente do Legislativo, vereador Closmar Zagonel, a situação permanece sem qualquer avanço concreto, apesar da mobilização da Câmara, de todos os vereadores e vereadoras e do apoio de diversas entidades locais. Ele destaca que o encaminhamento de casos para Chapecó, por falta de atendimento em Concórdia, gera ainda mais sofrimento para famílias já fragilizadas.
“Lamento informar que a situação descrita ainda não foi solucionada. A Câmara de Vereadores, em conjunto com todos os vereadores e vereadoras, e com o apoio de entidades, tem intensificado os esforços junto ao Instituto Geral de Perícias em Florianópolis para resolver as deficiências estruturais e a ausência de médicos legistas no município. Infelizmente, imprevistos podem ocorrer, mas isso não diminui o sofrimento das famílias que precisam de um serviço que é obrigação do Estado”, afirmou Zagonel à reportagem da Rádio Rural.
O vereador lembra que Concórdia é um dos municípios de maior relevância econômica de Santa Catarina e que, por isso, considera inadmissível que o IGP funcione sem condições adequadas.
“Temos cobrado persistentemente, mas as informações recebidas de Florianópolis não refletem a realidade. A verdade é que as soluções não se concretizam, e a população segue desassistida. Isso é motivo de vergonha”, reforçou.
Em busca de respostas, a Câmara de Vereadores convocou a chefe da Perícia Geral da Polícia Científica, Dra. Andressa Afonso, para que viesse a Concórdia prestar esclarecimentos e debater o problema com autoridades e entidades locais. A visita havia sido confirmada por meio do ofício nº 488/2025, assinado pela própria dirigente, que se comprometeu a estar no município ainda em novembro.
Contudo, o mês está prestes a terminar e nenhuma data foi agendada.
“Reforçamos o convite e a convocação para que ela venha a Concórdia com sua equipe nos próximos dias. Precisamos encaminhar uma solução definitiva para o IGP, pois não podemos permitir que as famílias continuem sofrendo por falta de um serviço essencial, que é um dever do Estado”, destacou Zagonel.
A Câmara, a Prefeitura e diversas entidades aguardam o posicionamento da Polícia Científica, na esperança de que a situação finalmente avance e que Concórdia volte a contar com uma estrutura de perícia compatível com a demanda regional.
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