População reclama de atrasos e acúmulo de resíduos enquanto o TCE questiona a regularidade do contrato de coleta
A Prefeitura de Concórdia finaliza o décimo mês do primeiro ano de governo do prefeito Edilson Massocco (PL) ainda sem conseguir resolver um dos maiores gargalos do município: a coleta de lixo. O problema, que se arrasta desde o início da atual gestão, vem provocando acúmulo de resíduos em diversos locais e crescente insatisfação entre os moradores.
Mesmo com a criação da Secretaria de Meio Ambiente, estrutura concebida pelo governo Massocco para cuidar especificamente da área, o serviço de coleta continua irregular. Nas últimas semanas, a Página Quatro tem recebido reclamações de moradores sobre o acúmulo de lixo em diferentes pontos da cidade e do interior, problema que, além de não ser resolvido, parece se agravar a cada dia.
Além das falhas operacionais, o município enfrenta agora um impasse jurídico: o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC) apontou irregularidades na licitação que ultrapassa R$ 6 milhões, destinada à coleta e transporte dos resíduos e cobrou explicações do prefeito e dos responsáveis pela contratação. O órgão destacou falhas na análise das propostas e determinou nova diligência técnica antes da homologação definitiva.
Enquanto o processo é questionado, o impacto é sentido nas ruas e comunidades. O lixo se acumula em contêineres, calçadas e áreas de descarte, gerando mau cheiro, risco sanitário e desconforto à população.
Moradores relatam que o recolhimento tem ocorrido de forma intermitente, com rotas alteradas sem aviso e longos intervalos entre as passagens dos caminhões. O caminhão passa um dia sim, dois não. Quando passa, o lixo já está espalhado pelos cachorros, relatou uma moradora.
Com o contrato ainda sob análise e a execução sob questionamento, Concórdia segue sem uma solução definitiva para o problema da coleta de lixo, que se tornou um dos maiores desafios administrativos do governo Massocco. |