O processo que apura o assassinato da jovem Concordiense, conhecida como “menina do futsal” segue avançando na Comarca de Chapecó. Na última sexta-feira, dia 3, ocorreu a audiência de continuação do caso, com o interrogatório de um dos réus — o outro acusado segue foragido da Justiça.
Com o encerramento da fase de instrução, o processo entra agora no prazo para as alegações finais das partes. Após essa etapa, o juiz responsável deverá decidir pela pronúncia ou impronúncia dos réus, ou seja, determinar se o caso seguirá ou não para julgamento pelo Tribunal do Júri.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, ambos os réus devem responder por homicídio qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, um deles também foi denunciado por tentativa de homicídio, já que uma segunda pessoa foi alvo dos disparos, mas sobreviveu.
Durante a audiência, oito testemunhas foram ouvidas.
A família da jovem é representada pelas advogadas Cristiane Peinhopf e Maria Caroline Cavalli, do escritório Cavalli & Peinhopf Advocacia, de Concórdia. O caso está sob responsabilidade do Tribunal do Júri da Comarca de Chapecó.
Entenda o crime
O crime ocorreu na madrugada do dia 6 de junho, por volta das 5h, na Avenida Getúlio Vargas, no centro de Chapecó.
Segundo a investigação, a vítima e um grupo de amigos, todos de Concórdia, haviam parado no local para buscar comida, quando houve uma troca de provocações com os ocupantes de outro veículo.
A discussão rapidamente se agravou e um dos homens desceu armado, efetuando vários disparos em direção ao grupo.
A jovem foi atingida por pelo menos três tiros — nas regiões lombar, cervical e axilar. Mesmo ferida, ela tentou atravessar a avenida para pedir ajuda, mas caiu a poucos metros e não resistiu.
O Corpo de Bombeiros e o Samu chegaram a realizar manobras de reanimação, mas a vítima faleceu no local.
Outra pessoa que estava com ela também foi alvo dos disparos, mas conseguiu sobreviver. O veículo usado pelos suspeitos foi localizado pela Polícia Militar logo após o crime.
A expectativa é de que o julgamento em júri popular ocorra ainda neste ano, caso o magistrado decida pela pronúncia dos réus. Até lá, os acusados seguem presos preventivamente, enquanto a família da vítima aguarda o desfecho judicial do caso.
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