O superintendente executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Ediomar Giachini, confirmou o fechamento da agência da Caixa localizada na Rua Doutor Maruri, em frente à Copérdia.
Segundo Giachini, os atendimentos serão transferidos para a agência central, na Rua Anita Garibaldi. “Essa mudança tem o objetivo de melhorar o atendimento e oferecer mais condições de acesso à população. Trata-se de uma decisão estudada e que deve ser efetivada ainda em 2025”, afirmou.
Concórdia em destaque no crédito habitacional
Além do anúncio sobre a reestruturação da rede de atendimento, Ediomar Giachini apresentou números que colocam Concórdia em posição de destaque no crédito habitacional. “De 2019 para cá, o município teve um crescimento superior a 290% em valores financiados e cerca de 70% em quantidade de contratos. Hoje, a Caixa possui R$ 433 milhões em carteira ativa, com 3.848 contratos”, destacou.
Nos últimos seis anos, Concórdia registrou a contratação de 1.490 unidades habitacionais, média de 250 contratos por ano. “É praticamente um financiamento habitacional por dia útil, desempenho superior inclusive ao da nossa região de abrangência, que soma 150 municípios do Oeste e Meio-Oeste catarinense”, acrescentou.
Condições do Minha Casa Minha Vida
Grande parte desse resultado é atribuído ao programa Minha Casa Minha Vida, que passou por ajustes em 2025. Atualmente, o programa atende todas as faixas de renda, com taxas de juros entre 4% e 8,16% ao ano e prazos de até 35 anos. O valor máximo dos imóveis no Faixa 2 foi ampliado para R$ 210 mil.
Giachini explicou que o programa permite a aquisição de imóveis novos e usados, construção em terreno próprio, aquisição de terreno e construção, reforma e ampliação, além de empreendimentos na planta.
Programas e condições facilitadas
Grande parte desse desempenho é atribuída ao programa Minha Casa Minha Vida, que sofreu ajustes recentes para ampliar o acesso. Giachini explicou que o programa hoje atende famílias de todas as faixas de renda, oferecendo condições diferenciadas de juros:
Faixa 1: renda até R$ 2.850,00 – juros de 4% a 4,5% ao ano;
Faixa 2: renda até R$ 4.700,00 – juros de 5% a 6,5% ao ano;
Faixa 3: renda até R$ 8.600,00 – juros de 7,76% a 8,16% ao ano.
“Além disso, os tetos dos imóveis foram reajustados. No Faixa 2, por exemplo, o limite subiu de R$ 190 mil para R$ 210 mil em 2025. Com prazos que podem chegar a 35 anos, o programa oferece condições bem mais vantajosas do que as taxas de mercado”, explicou.
O Minha Casa Minha Vida permite a aquisição de imóveis novos e usados, construção em terreno próprio, aquisição de terreno e construção, reforma e ampliação, além de financiamentos de empreendimentos na planta.
Financiamento para o meio rural
O superintendente também destacou a modalidade rural do programa. “As famílias com renda anual de até R$ 90 mil podem ser atendidas. No entanto, os recursos liberados atualmente contemplam apenas o Faixa 1, até R$ 40 mil anuais, com valores de até R$ 40 mil para reformas e R$ 75 mil para construções. Os projetos devem ser apresentados por prefeituras ou entidades representativas”, explicou.
Conclusão
Ao final da entrevista, Ediomar Giachini reafirmou o compromisso da instituição. “A Caixa tem trabalhado para ampliar o acesso à moradia e melhorar o atendimento. No caso de Concórdia, além do desempenho no crédito habitacional, a reorganização das agências busca oferecer mais qualidade e eficiência à população”, concluiu.
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