Em declaração pública em suas redes sociais, depois do encontro do PSD, em Balneário Camboriú, o líder do partido em Santa Catarina e prefeito de Chapecó, João Rodrigues, lamentou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando a decisão como uma “grande injustiça”. Segundo ele, o posicionamento tem também caráter pessoal, por amizade e respeito a Bolsonaro.
“Se fosse necessário renunciar a qualquer candidatura para que ele estivesse em liberdade, eu faria isso sem hesitar”, afirmou. Apesar disso, destacou que não pertence ao mesmo partido de Bolsonaro, mas ressaltou que sua legenda lhe dá liberdade para ter escolhas. Como exemplo, relembrou que, na última eleição, apoiou publicamente o ex-presidente e se dedicou à campanha.
Rodrigues afirmou ainda que a população brasileira está cansada do extremismo e que a condenação de Bolsonaro é reflexo desse cenário. Na avaliação dele, o erro foi das Forças Armadas, que não se posicionaram de forma clara após as eleições. “Hoje temos mais de 400 presos, vítimas de uma injustiça, fruto desse extremismo”, avaliou.
Para ele, o equilíbrio será o fator decisivo das próximas eleições. “A prioridade não é aliança com ninguém, é com o povo. É ter projetos reais para a população”, frisou, citando que muitos catarinenses estão cansados.
O líder também criticou o que chamou de “sistema”, responsável, segundo ele, por cooptar lideranças e oferecer cifras bilionárias para prefeitos, deputados e partidos. “Nós organizamos reuniões de manhã, e eles se antecipam, oferecendo promessas e vantagens. Mas, ainda assim, o povo vem até nós — e essa é a maior demonstração de força”, declarou.
Por fim, demonstrou confiança no projeto político de seu partido. “Com o apoio do PSD Nacional, que representa o equilíbrio que o Brasil precisa, vamos vencer em Santa Catarina. E não tenho dúvidas de que Ratinho será o próximo presidente do Brasil”, completou. |